Imagem do maior escândalo do país ainda se impõe entre casarões centenários de Cuiabá

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Para moradores e frequentadores dos bares da antes bucólica Praça da Mandioca, a imagem passa quase que desapercebida ou esquecida. O símbolo do maior escândalo acontecido no país, conhecido como “Escândalo do Banestado” ainda continua estampado, imponente entre casarões centenários, no prédio em que havia uma agência do todo poderoso Banco do Estado do Paraná (Banestado), no início da rua Barão de Melgaço. Leia Mais…

Lucinéia Freitas: “A liberação de venda de grandes terras para estrangeiros é uma afronta a nossa soberania”

 

No dia 8 de março, mulheres de todo o país foram às ruas chamar a atenção para a discriminação de gênero. Era mais um dia de luta para as camponesas. Elas não querem apenas flores. Querem uma sociedade mais justa para com elas. Continuam ganhando menos que os homens, sofrem 4 espancamentos por minuto, a grande maioria é responsável pela criação de filhos e filhas, morrem por causa de abortos clandestinos e são consideradas culpadas pelos estupros que sofrem e são usadas como mercadoria sexual.

Longe de serem recatadas e do lar, as mulheres do campo lutam contra a pobreza, violência e agora mais, lutam para que não sejam impedidas de se aposentarem por este governo golpista. Logo após a marcha realizada no dia 8 deste mês pelas ruas de Cuiabá, com sol a pino, ainda sobrou forças para uma longa mas produtiva conversa com Lucinéia Freitas, a Lú, da coordenação estadual do MST.

Guerreira, com fortes convicções políticas, assim como tantas outras camponesas. Nenhum direito a menos!
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Viva a luta das mulheres camponesas!

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Milhares de mulheres do campo ligadas à Vila Campesina e ao MST se reuniram no Dia Internacional da Mulher para realizar manifestações em diversas cidades do país. A Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra, cujo lema é “Estamos Todas Despertas! Contra o Capital e o Agronegócio! Nenhum Direito a menos!”, mobilizou em Cuiabá cerca de 500 camponesas do Estado no ginário do Quilombo, onde estavam acampadas desde domingo e às 9h iniciaram a marcha em direção ao centro da cidade.Leia Mais…

Vitória da Imperatriz, derrota do Agronegócio e da Globo

02-03-imperatrizAo contrário de todos os enredos que mencionam os índios desde que existe carnaval no Brasil, o samba deste ano da Imperatriz toca num ponto central (que é central desde que existe o Brasil): a luta pela terra

Por Alan Tygel, Da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida 

Independente do resultado oficial, o Carnaval de 2017 já tem uma escola vencedora: Imperatriz Leopoldinense. A escola do bairro de Ramos, no subúrbio do Rio de Janeiro, já começou fazendo história muito antes de seus integrantes colocarem os pés na Sapucaí, na noite do último sábado. Leia Mais…

Em surdina, mais um ataque à Petrobras

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Em meio a onda de desemprego, governo estimula importação de equipamentos que Brasil produz. Medida não é insana: faz parte de um projeto meticuloso de entrega da estatal

Por José Álvaro de Lima Cardoso* / Outras Palavras

O governo divulgou em 22/2 os novos índices de exigência de conteúdo local no setor de petróleo e gás. A destruição da política de conteúdo local, um dos pilares da Lei de Partilha sobre a exploração do Pré-Sal, é parte constitutiva do golpe, como até as pedras já sabiam. Haverá, conforme matérias na imprensa, uma redução média de 50% nos percentuais de equipamentos e serviços produzidos no país, exigidos em licitações de exploração de petróleo e gás. Nas plataformas marítimas, cujo conteúdo local atual é de 65%, a exigência será de apenas 25%. Estas novas regras valerão já para a 14ª rodada de licitações, que deve ocorrer em setembro, e para a terceira rodada de leilões de blocos no pré-sal, prevista para novembro. Leia Mais…

NOTA DE REPÚDIO​

OPAN se manifesta contra as portarias 68 e 80 do Ministério da Justiça
É com surpresa e grande preocupação que a Operação Amazônia Nativa (OPAN) recebe a publicação das portarias 68, de 14 de janeiro, e 80, de 19 de janeiro de 2017, do Ministério da Justiça e Cidadania. Embora a portaria 80 tenha sido publicada em razão das críticas feitas à anterior, ela ainda preserva a essência e os riscos para a questão fundiária relacionada aos povos indígenas.

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Seu nome era Ruas

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O Índio foi espancado e morto na Baixada do Glicério – primeira periferia de São Paulo, território dos indesejados. Aguardem: em 2017, estaremos com ele em toda parte

Por Luciana Itikawa | Imagem: Carol Garcia

Seu nome era Ruas. Luis Carlos Ruas. Era um ambulante que trabalhava nas ruas de São Paulo há mais de 20 anos. Seu apelido era Índio. Foi morto cruelmente na noite do Natal de 2016 por dois homens. Ruas foi morto porque tentou impedir a agressão a um homossexual e uma travesti. Os criminosos identificados tiveram como motivação, como se não bastasse a hedionda homofobia, o aborrecimento com a mulher de um deles1. Nesta sexta, dia 30 de Dezembro de 2016, diversos movimentos sociais farão novamente um ato em homenagem ao ambulante, às 15h na estação de metrô D. Pedro II. Leia Mais…