home Articulistas Governo golpista de Temer expõe agenda de ataques ao povo e a Lava Jato

Governo golpista de Temer expõe agenda de ataques ao povo e a Lava Jato

Em pouco mais de 30 dias de governo ilegítimo, o presidente golpista Michel Temer já mostrou com quem está comprometido. Os diversos ataques anunciados por ele e sua equipe de ministros composta exclusivamente por homens, nenhuma mulher e nenhum negro aponta para a retomada do neoliberalismo derrotado pelo povo brasileiro, em quatro eleições consecutivas.

Na verdade as propostas apresentadas por Temer só poderiam ser implementadas após um golpe de Estado, onde o voto popular é rasgado, porque se tais medidas fossem anunciadas na campanha eleitoral elas jamais receberiam o voto popular. No pacote de maldades anunciado encontram-se medidas como o envio ao Congresso de uma Proposta de Emenda a Constituição (PEC), que vai limitar os investimentos da União, Estados e Municípios, em Saúde e Educação.

Enquanto os governos Lula e Dilma aumentaram consideravelmente os recursos destinados à Saúde e a Educação, o governo golpista pretende retirar verbas dessas áreas para alimentar os rentistas do capital financeiro, por meio de pagamentos de juros da dívida púbica. Se a PEC proposta por Temer estivesse valendo desde 2006, por exemplo, nada menos que um total de R$ 178,8 bilhões teria deixado de ser investido em Saúde e outros R$ 321,3 bilhões em Educação. Essas áreas precisam de mais investimentos e não de cortes.

Para satisfazer setores do empresariado nacional que apoiaram o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, o governo ilegítimo também já fala em apoiar a Terceirização para todos os setores da Economia. Tal proposta que já tramita no Congresso todos nós sabemos visa ampliar o lucro dos empresários, em detrimento dos trabalhadores que terão de trabalhar mais por um salário menor. Ou seja, o golpe contra a Democracia com o afastamento ilegal de Dilma, pois ela não cometeu crime de responsabilidade, é um golpe contra o povo trabalhador e os mais pobres.

As investigações de corrupção que tiveram amplo apoio dos governos Lula e Dilma tem revelado também que este golpe visava acabar com a Operação Lava Jato. No final do mês de maio, o Brasil foi surpreendido com os vazamentos de diálogos gravados entre o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado (PMDB) e os senadores Romero Jucá (PMDB), Renan Calheiros (PMDB) e o ex-presidente José Sarney (PMDB). A Procuradoria Geral da República (PGR) chegou a pedir a prisão dos dois parlamentares e do ex-presidente, alegando que eles armaram um complô para encerrar a Lava Jato.  

Em síntese, o afastamento da presidenta Dilma, como dito por Romero Jucá na conversa com Machado era necessário para ‘acabar com essa sangria’ (Lava Jato). Jucá chegou a dizer que teria conversado com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que teriam afirmado que enquanto Dilma continuasse na presidência, a Lava Jato não ia ‘parar nunca’.

Com todos esses fatos expostos à luz do sol, mais do que nunca temos que redobrar nossos esforços para barrar o Golpe. O processo contra Dilma continua em análise no Senado Federal. Temos de dialogar com os senadores e convencer pelos menos 28 deles a votar contra a cassação da presidenta. O retorno de Dilma ao cargo será o retorno da Democracia ao Brasil e a garantia de que o País continuará sendo governando por um projeto, que atende a todos os brasileiros, em especial os que mais precisam.


*Ságuas Moraes é Deputado Federal (PT-MT)

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