Rumo à agricultura do medo?

Três mega-corporações controlarão, em breve, quase todo o comércio de sementes e agrotóxicos. Querem fundir-se com transnacionais de máquinas agrícolas e fertilizantes, para tentar liquidar a produção camponesa

Por Silvia Ribeiro | Tradução: Inês Castilho

O futuro da comida não é mais o que costumava ser. Ao menos no que se refere à agricultura industrial. A Monsanto, mais conhecida vilã da agricultura transgênica, pode em breve sumir do mercado com esse nome, se sua compra pela Bayer for autorizada – mas suas intenções continuarão as mesmas. As fusões Syngenta-ChemChina e Dupont-Dow ainda estão sob análise das autoridades antimonopólio em vários países. Se bem sucedidas, as três corporações resultantes controlarão 60% do mercado mundial de sementes comerciais (e quase 100% das sementes geneticamente modificadas), além de 71% dos agrotóxicos, com níveis de concentração que superam em muito as normas sobre monopólio em qualquer país.Leia Mais…

Proprietários rurais declaram 15 milhões de hectares em Terras Indígenas e Unidades de Conservação

CAR

Área ultrapassa tamanho da Inglaterra; dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) mostram um país fictício, com propriedades em várias camadas

Onze milhões de hectares em Terras Indígenas. Isto foi o que os proprietários de terra no Brasil informaram possuir, até dezembro, no Cadastro Ambiental Rural (CAR). Mais precisamente, 11.091.061 hectares. A área equivale ao território da Bulgária. Ou de Cuba.Leia Mais…

Agronegócio não é agricultura!

19-04-QUEIMADASVejam o Blairo Maggi falando com “toda a convicção” que todos podem, sem receio de colocar em risco a sua saúde, consumir os produtos do agronegócio: “carnes, grãos, algodão…”. Assim a mentira norteia a prática e a “ética” dos agronegociantes. Há mais de vinte anos minha esposa, Doroti Alice, questionava os agricultores do Sindicato dos Agricultores Rurais do município de Presidente Figueiredo (AM) que se diziam produtores rurais: “Vocês não são produtores rurais, vocês são agricultores”.Leia Mais…

Mulheres mato-grossenses se reúnem para lutar por direitos e agroecologia

10-04-encontro_mulheres_gias

“Sem feminismo não há agroecologia!”, ouvia-se pelas ruas de Cáceres, no Mato Grosso, na semana passada, enquanto centenas de mulheres marchavam pela ‘Princesinha do Pantanal’, como é conhecida a cidade, com cartazes em mãos e força na voz

Texto e Imagem por Andrés Pasquis – Gias / CPT

Vestiam uma camiseta de cor fúcsia, com pintura do artista mineiro Gildásio Jardim, que representava mulheres trabalhando, estudando, cultivando e ajudando-se. Nas costas da camisa era possível ler ‘Encontro Estadual Mulheres e Agroecologia’.

O evento foi organizado pelo Grupo de Intercâmbio em Agroecologia (Gias), uma rede de organizações e movimentos sociais que lutam por um sistema social, ambiental e economicamente justo, cuja base é a agroecologia.Leia Mais…

Debate sobre os direitos indígenas no contexto das hidrelétricas nas bacias dos rios Teles Pires e Juruena, na UFMT

A programação da Semana dos Povos Indígenas da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) tem como destaque, no período da manhã do dia 18 de abril, a mesa “Os Direitos Indígenas no contexto das hidrelétricas nas bacias dos rios Teles Pires e Juruena” e a apresentação do documentário “O Complexo”. O vídeo é uma produção do Fórum Teles Pires e da Foresti Comunicação, com apoio do Instituto Centro de Vida (ICV), da International Rivers – Brasil e da Fundação Mott.  O evento será realizado no auditório do Museu Rondon de Etnologia e Arqueologia – Musear/UFMT.

Leia Mais…

“Carne Fria”: Ibama interdita frigoríficos ligados a desmatamento

Governo tenta abafar operação que inclui fazenda de Daniel Dantas; JBS leva multa de R$ 25 milhões; Ministério da Agricultura diz não saber de nada

Deflagrada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Operação Carne Fria já interditou 15 frigoríficos e 20 fazendas, desde segunda-feira, em três estados: Pará (11), Tocantins (3) e Bahia (1). Não há relação com a Operação Carne Fraca, da Polícia Federal. A Carne Fria tem foco no desmatamento, por causa da compra de gado oriundo de áreas embargadas pelo órgão. Leia Mais…

Campanha em defesa do Cerrado é lançada em São Paulo

A Campanha Em Defesa do Cerrado, bioma brasileiro que vem sofrendo diversos impactos e já foi 52% destruído, será lançada na próxima sexta-feira, 21.10, às 19h30 na Câmara Municipal de São Paulo. O lançamento será parte do evento da Agenda Latino-Americana 2017, que tem como tema “Ecologia integral: reconverter tudo”.

A Campanha Nacional em Defesa do Cerrado – que tem como tema ”Cerrado, Berço das Águas: Sem Cerrado, Sem Água, Sem Vida”, busca alertar a sociedade e denunciar a destruição do bioma Cerrado e as violências contra os povos e comunidades que vivem nesse espaço. A Campanha é promovida por 36 organizações, movimentos sociais e entidades religiosas, como a CNBB. Leia Mais…