Golpe

A palavra ecoa pelo país. Nos gabinetes palacianos, nas redações dos jornais, nas manifestações de ruas. E foi mandada até para o Vaticano, quando esta semana o padre da paróquia de Pedra Branca, na Paraíba, mandou carta – manifesto ao Papa. Fervorosamente ele denuncia o golpe em marcha no Brasil e pede a Sua Santidade as suas orações para evitá-lo. “É golpe”. “Não vai ter golpe”. “Abaixo a ofensiva golpista”. “Todos contra o golpismo das elites”. Enfim, a expressão está sendo repetida à exaustão. É o que se ouve de todos os que defendem o governo. Leia Mais…

Os derrotados nas urnas querem ganhar pelo poder e não pelo direito

A política deles não é feita de projetos políticos, é algo mais perverso: a vontade de destruir Lula, de liquidar o PT e colocá-lo contra o povo.

No emaranhado das discussões atuais relativas à corrupção importa desocultar o que está oculto e que passa desapercebido aos olhos pouco críticos. O que está oculto? É a vontade persistente dos grupos dominantes que não aceitam a ascensão das massas populares aos bens mínimos da cidadania e que querem mantê-las onde sempre foram mantidas: na margem, como exército de reserva para seu serviço barato.  Leia Mais…

Ataques ao movimento sindical à vista

Precisam, igualmente, ter a convicção de que a instituição sindical, como instrumento de defesa dos direitos e interesses da coletividade, em geral, e da classe trabalhadora, em particular, é um dos pilares da democracia e dispõe de uma série de poderes e prerrogativas que a credencia como um ator relevante no cenário político, econômico e social do País.Leia Mais…

Confrontos “pós-coerção” já estão na rua; quem poderá minimizá-los?

Em Sorocaba, já no dia 4, houve confronto entre petistas e tucanos (clima de guerra), em BH, mulher de vermelho foi ofendida enquanto caminhava (clima fascista)

Por Alceu Luís Castilho (@alceucastilho)

Claro que a escalada neofascista no Brasil não começou na sexta-feira, dia em que o ex-presidente Lula foi levado coercitivamente para depor no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. E todos sabemos que os ânimos entre petistas e tucanos têm sido acirrados gradualmente, especialmente ao longo deste século. Mas já há sinais de que podemos viver nos próximos meses um momento delicado no campo da violência política. E se procuram vozes e instituições capazes de amenizar esse clima pesado, trincado – essa fissura. Onde estão elas?  Leia Mais…

A “caça às bruxas” brasileira será mais difícil do que muitos pensaram

Pelo menos dois grupos dividiam o mesmo espaço na manifestação, nesta sexta (18), na avenida Paulista, em São Paulo: os que apoiavam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente Dilma Rousseff e o Partido dos Trabalhadores. E aqueles que não os apoiavam ou, pelo contrário, são críticos a eles, mas acreditam que tanto o impeachment quanto uma prisão de Lula não se sustentam com os elementos postos à mesa e significam uma esvaziamento das instituições democráticas.

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Foram-se os anéis, vão-se os dedos

Pré-sal, programas sociais, salário mínimo, direito de manifestação: agora, tudo parece negociável para Dilma. Para salvar o mandato, ela destrói seu governo — e cria para si um legado de retrocessos

O velho provérbio aconselha entregar os anéis para preservar os dedos: em situações adversas, certas concessões seriam necessárias para garantir o essencial. Os provérbios são passíveis de uso, mas também de abuso. Leia Mais…

De cheiro

Desde a divisão territorial em 1977, Senado é terra infértil pra mato-grossenses. Foi assim com Gastão Müller, Vicente Vuolo, Benedito Canellas, Louremberg Rocha, Júlio Campos, Carlos Bezerra, Serys Slhessarenko, Gilberto Goellner, Antero Paes de Barros e Jayme Campos, que não se reelegeram, perderam a eleição para outros cargos imediatamente após cumprir seus mandatos ou se afastaram da vida pública. Além deles, Roberto Campos trocou Mato Grosso pelo Rio. Somente três senadores conseguiram a proeza de não ser engolidos: Márcio Lacerda, que foi vice na chapa ao governo encabeçada por Dante de Oliveira; Jonas Pinheiro, que se reelegeu em 2002 graças ao esquema montado para moer Dante de Oliveira; e Pedro Taques, que chegou ao governo não por seu desempenho parlamentar, mas por sinalizar perspectiva de mudança.  Leia Mais…

Fêmea: Corra, Lola, Morra!

“Mas a outra, a viva, não se consumiu em nenhuma chama. Cantou todos os hinos de glória, mesmo que as vitórias nem tivessem tamanho de tão pequenas. Canta loca, ergue as mãos”

Por Fabiane M. Borges/Outras Palavras

Não queria pai nem mãe, queria fratria. Sempre foi fratria e isso foi o impedimento. Nunca quis ser o motivo, o sentido, a direção, o grande gene que por fim vai eternizar a existência de alguém. Esse sentido imposto, depois a decepção. Estruturar um ego, aumentar o super ego, não ter tempo para o ócio, para a conivência. Somente o pacto genético que fundamenta o infinito? Nenhum rodeio.  Leia Mais…

Os equívocos do PT e o sonho de Lula

Durante quatro a cinco décadas houve vigorosa movimentação das bases populares da sociedade discutindo que “Brasil queremos”, diferente daquele que herdamos. Ele deveria nascer de baixo para cima e de dentro para fora, democrático, participativo e libertário. Mas consideremos um pouco os antecedentes histórico-sociais para entendermos por quê esse projeto não conseguiu prosperar.  Leia Mais…