As sete marcas de chocolate que usam trabalho escravo infantil

Crianças de 11 a 16 anos (e por vezes até mais jovens) são submetidas a até 100 horas de trabalhos forçados em fazendas de cacau . Reprodução/documentário
Crianças de 11 a 16 anos (e por vezes até mais jovens) são submetidas a até 100 horas de trabalhos forçados em fazendas de cacau . Reprodução/documentário
“Os espancamentos eram parte da minha vida.” Esse é o depoimento de uma das crianças libertadas das fazendas de cacau que fornecem matéria-prima para empresas como Mars, Nestlé e Hershey. Estas marcas foram acusadas judicialmente, em 2015, de enganar seus consumidores ao afirmar que “sem querer” financiavam o mercado do trabalho escravo infantil do chocolate na África Ocidental.

 

Investigações feitas para a produção do documentário Escravidão: uma investigação global descobriram que crianças entre 11 e 16 anos (algumas vezes até mais novas) são obrigadas a trabalhar em plantações isoladas cerca de 100 horas por semana. Leia Mais…

Ameaças contra Sakamoto são um alerta para jornalistas de todo o Brasil

O jornalista na ONU, em 2015, falando sobre trabalho escravo (Foto: ONU/Divulgação)
O jornalista na ONU, em 2015, falando sobre trabalho escravo (Foto: ONU/Divulgação)

Blogueiro do UOL e líder da ONG Repórter Brasil não é uma vítima isolada entre jornalistas; mas pode ser símbolo de um movimento necessário pela democracia

Por Alceu Luís Castilho (@alceucastilho)

Leonardo Sakamoto costuma encarar as violências verbais de seus leitores com uma dose de humor. Desta vez está sendo impossível. Após ter um texto sobre aposentados distorcido em um arremedo de jornal mineiro, está sofrendo ameaças de morte. “A situação tem piorado bastante”, escreveu, nesta quarta-feira. Os difusores de ódio querem vingança. Não por causa da mentira que foi propagada por pseudoprofissionais. Mas por sua defesa sistemática dos direitos humanos. Leia Mais…

O preso político que expõe o Império

assangeComo uma comissão da ONU desmontou farsa montada para calar Julian Assange e o Wikileaks. Por que EUA, constrangidos, já não podem falar em “liberdade de expressão”

Por John Pilger | Tradução: Vinícius Gomes Melo

Uma das aberrações jurídicas mais épicas de nossa era está sendo desmascarada. O Grupo de Trabalho sobre Detenções Arbitrárias da ONU – o tribunal internacional que analisa e decide se os governos cumprem ou não suas obrigações em matéria de direitos humanos – julgou que Julian Assange está sendo detido ilegalmente pelo Reino Unido e a Suécia. Leia Mais…

O novo estado da vigilância global

TVs espiãs. Reconhecimento facial de multidões. Mapeamento completo de atitudes. Como a “internet das coisas” e o “big data” contram e amedrontam as sociedades

Por Ignacio Ramonet | Tradução: Vinícius Gomes Melo

 

Em nossa vida cotidiana deixamos, constantemente, rastros que entregam nossa identidade, mostram nossos relacionamentos, reconstroem nossos deslocamentos, identificam nossas ideais, revelam nossos gostos, nossas escolhas e nossas paixões – incluindo as mais secretas. Por todo o globo, múltiplas redes de controle maciço não param de nos vigiar. Em todas as partes, alguém nos observa através de fechaduras digitais. O desenvolvimento da internet das coisas e a proliferação de objetos conectados (1) multiplicam a quantidade de todo o tipo de dedos-duros que nos rodeiam. Nos Estados Unidos, por exemplo, a empresa eletrônica Vizio, sediada em Irvine (California), fabricante de televisões inteligentes conectadas a internet, revelou recentemente que seus aparelhos espionavam seus usuários através de dispositivos tecnológicos incorporados aos produtos.   Leia Mais…

O livre direito à manifestação está em risco

Foto: Mídia Ninja
Foto: Mídia Ninja

Artistas, professores universitários, ativistas e militantes sociais alertam: ‘o livre direito à manifestação está em grande risco hoje no Brasil’.

 

Em repúdio aos sucessivos e truculentos episódios de repressão policial contra manifestantes nas ruas, eles lançam o Mani-f-esta livre!, denunciando ameaças em curso e propondo uma série garantias ao livre exercício da manifestação popular.

“O manifesto pretende expressar a voz da esquerda das ruas”, afirma o sociólogo Jean Tible, um dos signatários do documento. “Partindo da perspectiva de que o cidadão faz política no seu cotidiano, e não apenas no momento das eleições, nós colocamos em debate essa situação absurda, na qual as pessoas que reivindicam determinadas pautas acabam sendo reprimidas de uma forma totalmente violenta e antidemocrática”, explica. Leia Mais…

“A sociedade terá de mudar, porque é ela quem autoriza, hoje, a barbárie policial”

“Nas PMs, tende a prosperar a ideia do inimigo interno, não raro projetada sobre a imagem estigmatizada do jovem pobre e negro”, diz Luiz Eduardo Soares

Por Viviane Tavares, da EPSJV/Fiocruz

 

Luiz Eduardo Soares
Luiz Eduardo Soares

 

A desmilitarização da polícia, uma das bandeiras das jornadas de junho, sempre foi uma das principais de Luiz Eduardo Soares, especialista em segurança pública, professor da UERJ e antropólogo. Nesta entrevista, o autor de mais de 20 livros, entre eles Tudo ou Nada, Elite da Tropa e Cabeça de Porco, explica o motivo de sua defesa, e aponta que este é apenas o primeiro passo para o caminho árduo de construção de uma sociedade “efetivamente democrática e comprometida com o respeito aos direitos humanos”. Luiz Eduardo foi um dos principais elaboradores da PEC-51 – recentemente apresentada pelo senador Lindbergh Farias (PT/RJ) – que visa, segundo ele, reformar o modelo policial.  Leia Mais…

Homem da ditadura, presidente da CBF recebe como anistiado político

Apesar de ter sido comandante militar e prefeito biônico no Pará, Coronel Nunes recebe até hoje mesada como perseguido pelo regime

por Lúcio de Castro

Após deixar a FAB, Antonio Carlos Nunes de Lima ingressou na Polícia Militar do Pará. Foto: Divulgação/Federação Paraense de Futebol
Após deixar a FAB, Antonio Carlos Nunes de Lima ingressou na Polícia Militar do Pará. Foto: Divulgação/Federação Paraense de Futebol

Homem de confiança do regime militar durante os anos da ditadura, o novo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) recebe um soldo mensal de R$ 14.768,00 da Força Aérea Brasileira (FAB) como anistiado, “vítima de ato de exceção de motivação política”. Leia Mais…

Programas policialescos não podem ter carta branca para violar direitos

 O Ministério Público Federal em São Paulo ajuizou ação civil pública contra a Record e a União em decorrência de violações de direitos no programa “Cidade Alerta”. Estudo aponta que programas policialescos violam cotidianamente 12 leis brasileiras e 7 tratados multilaterais.

Charge: Junião

Por Helena Martins (*), especial para a Ponte Jornalismo

“Atira, meu filho; é bandido”. Essa foi uma das frases proferidas por Marcelo Rezende, do programa Cidade Alerta, da Rede Record, ao transmitir, ao vivo, uma perseguição policial a dois homens que seriam suspeitos de roubo. A ação culminou com um tiro disparado à queima roupa pelo integrante da Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas (Rocam) da Polícia Militar de São Paulo contra aqueles que, repetidas vezes, foram chamados de “bandidos”, “marginais” e “criminosos” pelo apresentador. Leia Mais…

Escritores de todo o mundo protestam contra sentença de morte de poeta

Ashraf Fayadh, poeta condenado à morte na Arábia Saudita.
Ashraf Fayadh, poeta condenado à morte na Arábia Saudita.

Centenas de escritores juntaram-se numa ação de protesto a nível mundial para apoiar o poeta Ashraf Fayadh, condenado à morte na Arábia Saudita, por ter renunciado ao islão. A ação consistiu em leituras públicas de poemas de Fayadh e fez parte de uma campanha organizada pelo Festival Internacional de Literatura de Berlim, de acordo com o diário The Guardian. O objetivo da campanha foi pressionar os governos dos Estados Unidos e do Reino Unido para que intercedam a seu favor, impedido que as autoridades sauditas cumpram a pena.

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O novo Fórum Social mundial precisa de coragem

O problema reside agora numa visível hesitação de como proceder diante de uma crise econômica planetária, onde não basta a conservação do já conquistado.

Recomeça em Porto Alegre nesta terceira semana de janeiro de 2016, mais uma reunião do Fórum Social Mundial. Sem o número de participantes e sem a cobertura midiática das primeiras, o sucesso dessa iniciativa popular, sob todos os aspectos urgente e necessária, como um válido contraponto ao que predomina em Davos, vem sendo avaliado como declinante, assim medido, exatamente, só por aquele número e aquela publicidade.Leia Mais…