Wannacry, o vírus global que veio de Washington

Milhões de computadores afetados, no mundo todo. Sistemas de saúde paralisados. O que ocorre quando os serviços secretos dos EUA criam ferramentas para roubar dados — e perdem o controle para criminosos

Por Sam Biddle, em The Intercept EUA | Tradução: Simone Paz Hernández

Em meados de abril, um poderoso arsenal de ferramentas de software, aparentemente projetadas pela NSA para infectar e controlar computadores que usam sistema operacional Windows, foi vazado por uma entidade conhecida pelo nome de “Shadow Brokers” (agentes da sombra). Menos de um mês depois, a suposta ameaça de que criminosos usariam estas ferramentas contra o público em geral tornou-se real, e milhares de computadores no mundo inteiro estão agora paralisados, dominados por uma quadrilha desconhecida que exige uma recompensa. Leia Mais…

OAB-MT repudia ameaça contra jornalistas

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) repudia veementemente as ameaças sofridas por jornalistas, durante cumprimento de seu exercício profissional, em audiência de instrução e julgamento na 7º Vara Criminal de Cuiabá na tarde desta segunda-feira (12).

Conforme noticiado pela imprensa, a juíza Selma Rosane Santos Arruda ameaçou prender os jornalistas que acompanhavam a audiência caso não retirassem, no prazo de 30 segundos, fotos do interrogado publicadas nos veículos de comunicação. Leia Mais…

Como a imprensa esportiva trata as mulheres nos Jogos do Rio 2016

JOGOS OLIMPICOS
Em vez de prestar atenção no desempenho das atletas, os meios de comunicação preferem comentar se são bonitas, casadas ou mães.

 

Antes de cada evento esportivo, a minuciosa investigação jornalística prévia tem uma parada obrigatória: a lista de mulheres que se destacam, obviamente, por suas características físicas. Nem importa se são mulheres que realmente praticam esportes – até numa Copa do Mundo masculina de futebol, não faltam os rankings das namoradas dos jogadores, avaliando as mais “gostosas” – parece que o mundo do futebol não aceita ou invisibiliza os atletas gays. Leia Mais…

Arrocho fiscal e arrocho ideológico: a censura à mídia crítica

O desmonte de direitos sociais e do patrimônio público não pode conviver com a livre expressão de blogs e sites progressista

No orçamento de 2016, a Secretaria de Comunicação do governo federal, a Secom, reservou ao conjunto da mídia progressista brasileira cerca de R$ 11,2 milhões do total destinado à publicidade pública (estatais, administração direta etc).
 
O valor, repita-se, dividido entre toda a mídia progressista, equivale a 1% dos recursos direcionados em 2015, por exemplo, apenas à publicidade  nas redes de televisão (mais de R$ 1,2 bilhão).
 
Neste mês de junho, o golpe cortou esse 1%.
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Mídia atinge a democracia à queima-roupa

Crise demonstra: a frágil democracia brasileira não pode continuar a conviver com mídia oligopolizada — que ameaça e chantageia os poderes, enquanto mantém na ignorância milhões de brasileiros

Já se disse que jornalismo “é a história à queima-roupa”. Expressão que nos remete, de imediato, para “um tiro à queima-roupa”. Um atentado. É o que os tradicionais veículos da mídia oligopolizada do país estão promovendo neste momento contra a democracia. A sangue frio, como narraria Truman Capote.  Leia Mais…

Mídia e empreiteiras: sessenta anos de promiscuidade

Num trecho de suas memórias, Samuel Weiner revela como jornais cobravam governantes, em nome de construtoras, e embolsavam 10%. Hoje, tráfico de influência é alimentado por publicidade

Resgatado por Cynara Menezes, em seu blog

O jornalista Samuel Wainer (1910-1980) foi, para quem não conhece a sua trajetória, um dos maiores jornalistas do país. Judeu do bairro do Bom Retiro, em São Paulo, de origem humilde, conseguiu construir seu próprio jornal, o Última Hora, um diário de perfil popular que logo conquistaria tiragens gigantescas, ameaçando o poderio da meia dúzia de famílias que detém o controle da imprensa em nosso país. Claro que os coronéis midiáticos não iriam permitir que um joão-ninguém roubasse seu público, e patrocinaram a destruição do império jornalístico fundado por Wainer com o apoio de Getúlio Vargas.  Leia Mais…

O começo do fim para Datena e companhia?

Datena, Sherazade e Marcelo Coutinho: exploração da violência e tentativa de criar ambiente favorável a Estado de Segurança
Datena, Sherazade e Marcelo Rezende: exploração da violência e tentativa de criar ambiente favorável a Estado de Segurança

Ministério Público pede, em SP, condenação de programa que feriu direitos humanos, ao incitar PM ao assassinato. Estudo revela mais de 60 atentados diários à Constituição

Por Helena Martins*, especial para a Ponte Jornalismo

“Atira, meu filho; é bandido”. Essa foi uma das frases proferidas por Marcelo Rezende, do programa Cidade Alerta, da Rede Record, ao transmitir, ao vivo, uma perseguição policial a dois homens que seriam suspeitos de roubo. A ação culminou com um tiro disparado à queima roupa pelo integrante da Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas (Rocam) da Polícia Militar de São Paulo contra aqueles que, repetidas vezes, foram chamados de “bandidos”, “marginais” e “criminosos” pelo apresentador.    Leia Mais…

Por que o jornalismo político está destruindo a política?

Em tempos de “combate à corrupção”, as delações premiadas se tornaram uma verdadeira obsessão dos jornalistas ligados ao segmento político no Brasil. Atualmente, o leitor desinformado terá dificuldades para identificar e diferenciar as informações políticas e as informações policiais presentes nas páginas dos jornais, sites e mídias sociais, particularmente nos veículos tradicionais de comunicação. A abordagem adversarial dos temas políticos não é novidade, entretanto, o jornalismo político contemporâneo pode ser comparado a um “esgoto a céu aberto”. Sem dúvida, o teor das “revelações” é estarrecedor, os índices de corrupção e a falta de comprometimento dos nossos representantes merecem ser divulgados e os interesses privados, que afetam o interesse público, devem ser revelados. Mas, em uma perspectiva embasada nos princípios da ética jornalística, podemos afirmar que o conteúdo das delações pode ser considerado informação política?   Leia Mais…

A SINA mudou. Para melhor.

Segundo a Anatel, em 2015 o Brasil possuia 283,5 milhões de acessos móveis , cerca de 1,38 linha por habitante. Consequentemente o uso de internet movel disparou.

Também no ano passado, mais da metade das pesquisas no Google foram realizadas através de dispositivos móveis e 56% dos internautas acessaram a internet através do celular.

Com tantas evidências convincentes, a Revista Sina agora torna-se um site responsivo, desenvolvido para se adaptar a todos os tamanhos de tela com um único endereço, não importando em qual dispositivo ele esteja aberto. Assim, outros aparelhos que possam vir a ser usados para navegação (relógios, TV’s, óculos, etc), conseguirão acessa-la sem problemas.    Leia Mais…

Para subverter o “capitalismo de compartilhamento”

Não vale a pena desistir da Internet. Continuam multiplicando-se iniciativas que, em resposta à mercantilização digital, estimulam teoria e prática da reciprocidade e do gratuito

Por Rafael A.F. Zanatta / Outras Palavras

“Compartilhar” é a palavra de ordem do capitalismo desta geração, em especial aquele forjado pelas empresas de tecnologia sediadas nos Estados Unidos após a expansão comercial da Internet – aquilo que Dan Schiller chamou de “capitalismo digital” no início da década de 2000.   Leia Mais…