Por que o jornalismo político está destruindo a política?

Em tempos de “combate à corrupção”, as delações premiadas se tornaram uma verdadeira obsessão dos jornalistas ligados ao segmento político no Brasil. Atualmente, o leitor desinformado terá dificuldades para identificar e diferenciar as informações políticas e as informações policiais presentes nas páginas dos jornais, sites e mídias sociais, particularmente nos veículos tradicionais de comunicação. A abordagem adversarial dos temas políticos não é novidade, entretanto, o jornalismo político contemporâneo pode ser comparado a um “esgoto a céu aberto”. Sem dúvida, o teor das “revelações” é estarrecedor, os índices de corrupção e a falta de comprometimento dos nossos representantes merecem ser divulgados e os interesses privados, que afetam o interesse público, devem ser revelados. Mas, em uma perspectiva embasada nos princípios da ética jornalística, podemos afirmar que o conteúdo das delações pode ser considerado informação política?   Leia Mais…

A SINA mudou. Para melhor.

Segundo a Anatel, em 2015 o Brasil possuia 283,5 milhões de acessos móveis , cerca de 1,38 linha por habitante. Consequentemente o uso de internet movel disparou.

Também no ano passado, mais da metade das pesquisas no Google foram realizadas através de dispositivos móveis e 56% dos internautas acessaram a internet através do celular.

Com tantas evidências convincentes, a Revista Sina agora torna-se um site responsivo, desenvolvido para se adaptar a todos os tamanhos de tela com um único endereço, não importando em qual dispositivo ele esteja aberto. Assim, outros aparelhos que possam vir a ser usados para navegação (relógios, TV’s, óculos, etc), conseguirão acessa-la sem problemas.    Leia Mais…

O livre direito à manifestação está em risco

Foto: Mídia Ninja
Foto: Mídia Ninja

Artistas, professores universitários, ativistas e militantes sociais alertam: ‘o livre direito à manifestação está em grande risco hoje no Brasil’.

 

Em repúdio aos sucessivos e truculentos episódios de repressão policial contra manifestantes nas ruas, eles lançam o Mani-f-esta livre!, denunciando ameaças em curso e propondo uma série garantias ao livre exercício da manifestação popular.

“O manifesto pretende expressar a voz da esquerda das ruas”, afirma o sociólogo Jean Tible, um dos signatários do documento. “Partindo da perspectiva de que o cidadão faz política no seu cotidiano, e não apenas no momento das eleições, nós colocamos em debate essa situação absurda, na qual as pessoas que reivindicam determinadas pautas acabam sendo reprimidas de uma forma totalmente violenta e antidemocrática”, explica. Leia Mais…

Para subverter o “capitalismo de compartilhamento”

Não vale a pena desistir da Internet. Continuam multiplicando-se iniciativas que, em resposta à mercantilização digital, estimulam teoria e prática da reciprocidade e do gratuito

Por Rafael A.F. Zanatta / Outras Palavras

“Compartilhar” é a palavra de ordem do capitalismo desta geração, em especial aquele forjado pelas empresas de tecnologia sediadas nos Estados Unidos após a expansão comercial da Internet – aquilo que Dan Schiller chamou de “capitalismo digital” no início da década de 2000.   Leia Mais…

“A sociedade terá de mudar, porque é ela quem autoriza, hoje, a barbárie policial”

“Nas PMs, tende a prosperar a ideia do inimigo interno, não raro projetada sobre a imagem estigmatizada do jovem pobre e negro”, diz Luiz Eduardo Soares

Por Viviane Tavares, da EPSJV/Fiocruz

 

Luiz Eduardo Soares
Luiz Eduardo Soares

 

A desmilitarização da polícia, uma das bandeiras das jornadas de junho, sempre foi uma das principais de Luiz Eduardo Soares, especialista em segurança pública, professor da UERJ e antropólogo. Nesta entrevista, o autor de mais de 20 livros, entre eles Tudo ou Nada, Elite da Tropa e Cabeça de Porco, explica o motivo de sua defesa, e aponta que este é apenas o primeiro passo para o caminho árduo de construção de uma sociedade “efetivamente democrática e comprometida com o respeito aos direitos humanos”. Luiz Eduardo foi um dos principais elaboradores da PEC-51 – recentemente apresentada pelo senador Lindbergh Farias (PT/RJ) – que visa, segundo ele, reformar o modelo policial.  Leia Mais…

A “facebookização” do jornalismo

A crise que embala o jornalismo não é de hoje. Críticas a aspectos conceituais, morais, editoriais e até financeiros já rondam esse importante pilar da democracia há um bom tempo. O digital, então, acabou surgindo para dar um empurrãozinho – tanto para o bem como para o mal – nas redações mundo afora. Prédios esvaziados, startups revolucionárias, crise existencial e um suposto adversário invisível: o próprio leitor.

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Perdoai-lhes senhor…

Arrisco-me a dizer que o problema da candidatura de Edgar Silva não foi a graça do candidato ou a falta de mediatismo, mas sim a rigidez com que se apresentou e a cassete que repetiu à exaustão.

A minha estima por Edgar Silva vem do tempo em que fazia um trabalho social notável com as camadas mais pobres da população madeirense. Era miúdo e ouvia as histórias dos “padres vermelhos” da Madeira com admiração. As TV’s e alguns jornais começavam a mostrar a miséria que o jardinismo tentava esconder, as desigualdades e a exploração que destruía o futuro de gente da minha idade ou mais nova. Edgar era diferente. Jovem, com discurso aberto, combativo.

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Luta dos indígenas em 2016 deve ser contra o discurso de ódio

Neste ano, além de assassinatos, reintegrações de posse e ataques de pistoleiros aconteceram no Mato Grosso do Sul e Bahia.

 

Foto: Cimi
Foto: Cimi

O crescimento do discurso de ódio da bancada ruralista no Congresso é o principal ponto da luta indígena em 2016, segundo o coordenador do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Cleber Buzatto. “Para tentar fazer avançar o processo da [Proposta de Emenda Constitucional] PEC 215, a bancada ruralista faz discursos de incitação ao ódio e a violência para legitimar as ações anti-indígenas. Isso tem como consequência a exacerbação dos casos”, disse.

Só no início deste ano, diversos casos comprovam a fala do coordenador. Entre eles, o assassinato do menino Vitor Kaingang, de apenas dois anos, na cidade catarinense de Imbituba, e o espancamento e assassinato de um indígena, no último dia 15, em Belo Horizonte (MG). Leia Mais…

Lama tóxica de Mariana pode chegar no Caribe, diz secretário

A lama tóxica que vazou após rompimento da barragem de mineração em Mariana (MG), em novembro passado, pode chegar ao Caribe, sugeriu hoje (25) o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Jailson Bittencourt de Andrade, durante evento com a comunidade científica no Rio de Janeiro.Leia Mais…