Terror pernambucano no Maranhão (Getat 4 – final)

Percebi no tempo em que trabalhei no Maranhão que sua gente é pacata, mas não foge da raia. Vi na prática uma das leis de Newton: para toda ação sempre há uma reação.

Pertencente à família Maranhão – que coincidência! – o Grupo Pernambucano tinha sede em Recife (PE), era temido na região de Caxias e não tinha dó de ninguém. Liderado por Romero Costa Albuquerque Maranhão, expulsava posseiros com a guarnição da Polícia Militar, mesmo sem mandado judicial, como ocorria em Rondônia, uma década antes. Eles detinham posses de dez, 20 e 35 anos.Leia Mais…

Recorde de violência rural e oportunismo divisionista – Getat (2)

O editor-chefe Marcos Sá Corrêa e os demais editores de Nacional do saudoso Jornal do Brasil chamavam minhas reportagens na 1ª página. Num clima quase semelhante ao de uma guerra civil, ia longe o escândalo da morosidade e das manobras espúrias no Araguaia-Tocantins.

Os graúdos tinham regalias e não esperavam na fila de uma reforma agrária utópica. Em 1987 o jornal publicava outra reportagem minha: CPT diz que Maranhão bate recorde de violência rural – que começava assim:Leia Mais…

Conflitos no campo: o rastro da violência e da política

Os 371 ruralistas do Congresso possuem quase 1 milhão de hectares. É esta máquina poderosa que tenta barrar o crescimento da agricultura familiar.

A Comissão Pastoral da Terra divulgou o relatório sobre os conflitos ocorridos no Brasil em 2014, envolvendo a posse da terra, água, questões trabalhistas, condições análogas à escravidão e violência – assassinatos ou ameaças – que atingiram, 817.102 pessoas e 8,13 milhões de hectares. A CPT, que está completando 40 anos em 2015, faz o registro dos dados desde 1985. Paralelo aos números desse ano, também divulgaram informações sobre os últimos 30 anos de conflitos no campo no país. Os números são impressionantes; foram 28.805 conflitos, com destaque para a região Nordeste com 10.488 (36%) e a região Norte com 7.770 (27%) e mais de 19 milhões de pessoas envolvidas. Leia Mais…

Oceanos, a grande emergência

Como os mares puderam retardar o aquecimento global. As consequências: acidez, declínio dos corais, cardumes despovoados. A questão: agir já, ou enfrentar o imprevisível

A massa de água que recobre mais de dois terços do planeta funciona como um “integrador do clima” e limita a extensão das mudanças climáticas por dois motivos principais. De um lado, absorve a quase totalidade do calor que se acumula na atmosfera: os oceanos armazenaram 93% do excesso de calor provocado pelo aumento de gases de efeito estufa (1), ao preço de seu próprio aquecimento e elevação dos níveis do mar, principalmente através da expansão e derretimento da camada de gelo da Groenlândia. Por outro lado, os oceanos capturam uma parcela significativa (28% desde 1750) de dióxido de carbono (CO²) gerado por atividades humanas, desta vez à custa do aumento da acidez da água do mar. Leia Mais…