Xavantes lutam para recuperar terra após saída de não-índios

Há dois anos, no dia 28 de janeiro de 2013, a entrega pela Justiça do auto de desocupação marcava o fim da desintrusão da área. Grandes produtores, pequenos agricultores e comerciantes foram definitivamente retirados da terra indígena Xavante. Antes disso, eles entraram com várias ações e questionamentos judiciais para tentar adiar a saída da área.Leia Mais…

O novo Fórum Social mundial precisa de coragem

O problema reside agora numa visível hesitação de como proceder diante de uma crise econômica planetária, onde não basta a conservação do já conquistado.

Recomeça em Porto Alegre nesta terceira semana de janeiro de 2016, mais uma reunião do Fórum Social Mundial. Sem o número de participantes e sem a cobertura midiática das primeiras, o sucesso dessa iniciativa popular, sob todos os aspectos urgente e necessária, como um válido contraponto ao que predomina em Davos, vem sendo avaliado como declinante, assim medido, exatamente, só por aquele número e aquela publicidade.Leia Mais…

Ettore Scola fez no cinema a melhor psicanálise da esquerda

Morte do cineasta convida a uma reflexão sobre o aspecto político de seus filmes; a crítica feroz a regimes totalitários convivia com uma profunda formação humanista

 

Por Alceu Luís Castilho (@alceucastilho)

ceravamotantoamatiNão, ele não falou só de esquerda. Era um cineasta completo. Mas a obra do italiano Ettore Scola (1931- 2016) pode também ser analisada pelo que refletiu sobre os rumos da esquerda. Não necessariamente os grandes rumos do Partido Comunista Italiano, ou da esquerda mundial. Ele retratava uma espécie de microesquerda. Personagens comuns, do cotidiano, em seus dilemas éticos – ou neuroses. Apresentados com um misto de afeto e amargura. Com um fio de esperança a desafiar a sensação de impotência.Leia Mais…

Brasil: desigualdade é pior do que se pensava

Inequality-014-1220x763-485x303Novos estudos indicam: distribuição de riqueza melhorou na última década, mas sem afetar os ultra-ricos. Só Reforma Tributária corrigiria tal distorção

Por Marcos de Aguiar Villa-Bôas, na IHU

O best-seller de Thomas Piketty, que ganhou enorme notoriedade em 2014, não pode incluir o Brasil nas suas análises, uma vez que os dados necessários não estavam disponíveis. Isso veio mudando de lá para cá. A Receita Federal passou a divulgar mais dados sobre as declarações de Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), o que tem permitido a realização de trabalhos muito importantes para a compreender a evolução histórica da desigualdade e as suas relações com as decisões do Estado, como aquelas sobre tributação.Leia Mais…

D. Tomás Balduíno: “Nossa reforma agrária ainda é a dos militares”

Bispo emérito de Goiás, fundador e por seis anos presidente da Comissão Pastoral da Terra, fundador do Conselho Indigenista Missionário, com 90 anos de “uma vida a serviço da humanidade” (registrada em livro), D. Tomás Balduíno encontra momentos de sossego no Convento São Judas, onde mora em Goiânia, porém não desistiu de procurar a agitação dos movimentos sociais.

Goianenses relataram que não é difícil ver o bispo participar de manifestações importantes em sua cidade e Brasil afora. O “Quem tem medo da democracia?”, que o entrevistou com exclusividade dentro do Convento, não tem dúvidas deste vigor para a luta ao lado do povo. O uso do anel de tucum, feito de uma Palmeira nativa da Amazônia, simbolizando o compromisso com os oprimidos, não nos deixa mentir.Leia Mais…

Pedro, o mais forte sinônimo do Araguaia

Não faz muito tempo matavam-se índios, padres, agentes de pastoral e sindicalistas na selva e nas cidades em Mato Grosso.  Os mártires que protagonizaram a defesa do chão e do patrimônio natural entraram para história; os sobreviventes ainda narram situações. Entre esses célebres personagens está o missionário da Ordem dos Claretianos Pedro Casaldáliga, 83 anos, por mais de 30 anos bispo da Prelazia de São Félix do Araguaia.

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Entrevista com Bernard Dumaine

15-01-dumainePor JOSEPH DECKER

[tradução de Michèle Sato]

ntre os diversos sites existentes em termos de arte, Shadowness [http://shadowness.com/] chegou prometendo qualidade. Nesta semana, o americano Joseph Decker [membro staff do site] entrevistou o francês Bernard Dumaine sobre a sua arte. Ao ler a entrevista, solicitei permissão a ambos e tive os dois sim para traduzir em português e publicar simultaneamente na Revista SINA.Leia Mais…

‘Sejamos claros: um mundo acabou, não há como voltar atrás’

Segundo o antropólogo Alain Bertho, o século XXI abandonou o futuro em nome da gestão do risco e do medo, indiferente à ira das gerações mais jovens.

Para combater de forma eficaz o Estado islâmico e sua oferta política de morte e desespero, “devemos refletir sobre a revolta que está na raiz desses crimes”, sugere o antropólogo Alain Bertho, professor de antropologia na Universidade Paris-VIII, que prepara um livro sobre “os filhos do caos”. Na raiz do mal, o fim das utopias, enterradas com o colapso de todas as correntes políticas progressistas. O século XXI abandonou o futuro em nome da gestão do risco e do medo, e indiferente à ira das gerações mais jovens. Entre um cotidiano militarizado e o julgamento final à moda jihadista, apenas “a ascensão de outra radicalidade” poderia reavivar a esperança coletiva.Leia Mais…

Terror pernambucano no Maranhão (Getat 4 – final)

Percebi no tempo em que trabalhei no Maranhão que sua gente é pacata, mas não foge da raia. Vi na prática uma das leis de Newton: para toda ação sempre há uma reação.

Pertencente à família Maranhão – que coincidência! – o Grupo Pernambucano tinha sede em Recife (PE), era temido na região de Caxias e não tinha dó de ninguém. Liderado por Romero Costa Albuquerque Maranhão, expulsava posseiros com a guarnição da Polícia Militar, mesmo sem mandado judicial, como ocorria em Rondônia, uma década antes. Eles detinham posses de dez, 20 e 35 anos.Leia Mais…