Em Jornada Nacional de lutas, MST ocupa fazenda de ministro Blairo Maggi

Movimento denuncia práticas de corrupção do Ministro da Agricultura em favor próprio e do agronegócio

Como parte da Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária, cerca de 1000 famílias de todos os estados da região centro-oeste e Distrito Federal ocuparam, nesta madrugada (25), a fazenda do ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), localizada em Rondonópolis, a 210 quilômetros da capital Cuiabá.

Conhecido como “Rei da Soja”, Maggi é dono de um grande império econômico, o grupo Amaggi, e envolvido em conjunto de denúncias de uso das legislaturas, como o de senador, para legislar em causa própria e para o fortalecimento das empresas de agronegócio. No ano de 2006 o Greenpeace lhe concedeu o prêmio Motosserra do ano, por elevados danos ao meio ambiente. Blairo também estava envolvido em eventos ainda não esclarecidos como a interceptação pela Força Área Brasileira (FAB) de uma aviação que transportava 500 quilos de cocaína. Segundo a FAB, a aeronave decolou da Fazenda Itamarati Norte, localizada no município de Campo Novo do Pareceis (MT). A fazenda pertence ao grupo Maggi.Leia Mais…

Golpistas aprovam Reforma Trabalhista, sem alterações

O plenário do Senado aprovou o projeto de lei (PLC 38) de “reforma” da legislação trabalhista. Foram 50 votos a favor e 26 contrários, com uma abstenção. A votação foi concluída por volta das 19h50, depois de mais de seis horas de sessão suspensa, devido a uma ocupação realizada por um grupo de senadoras da oposição. Conforme queria o governo, o texto foi aprovado sem mudanças. Leia Mais…

Governo Temer paralisa reforma agrária no Paraná

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Cortes orçamentários, suspensão de programas de financiamento e alterações na legislação marcam a gestão Temer no Brasil

Por Carolina Goetten*
Do Brasil de Fato / MST

Cortes orçamentários, suspensão de programas de financiamento e alterações na legislação marcam a gestão Temer no Brasil. Segundo dados disponíveis no Portal da Transparência, cerca de R$ 122 milhões foram destinados à questão da terra em 2016, contra R$ 460 milhões no ano anterior. A postura do Governo Federal também se revela na Medida Provisória da regularização fundiária – MP759 –, que retornou à Câmara, no último dia 21, para votação dos deputados. O projeto preocupa movimentos sociais e trabalhadores do campo, que acusam a MP de destruir mecanismos estruturados há décadas no Brasil na perspectiva de construir a reforma agrária. Leia Mais…

Rumo à agricultura do medo?

Três mega-corporações controlarão, em breve, quase todo o comércio de sementes e agrotóxicos. Querem fundir-se com transnacionais de máquinas agrícolas e fertilizantes, para tentar liquidar a produção camponesa

Por Silvia Ribeiro | Tradução: Inês Castilho

O futuro da comida não é mais o que costumava ser. Ao menos no que se refere à agricultura industrial. A Monsanto, mais conhecida vilã da agricultura transgênica, pode em breve sumir do mercado com esse nome, se sua compra pela Bayer for autorizada – mas suas intenções continuarão as mesmas. As fusões Syngenta-ChemChina e Dupont-Dow ainda estão sob análise das autoridades antimonopólio em vários países. Se bem sucedidas, as três corporações resultantes controlarão 60% do mercado mundial de sementes comerciais (e quase 100% das sementes geneticamente modificadas), além de 71% dos agrotóxicos, com níveis de concentração que superam em muito as normas sobre monopólio em qualquer país.Leia Mais…

Proprietários rurais declaram 15 milhões de hectares em Terras Indígenas e Unidades de Conservação

CAR

Área ultrapassa tamanho da Inglaterra; dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) mostram um país fictício, com propriedades em várias camadas

Onze milhões de hectares em Terras Indígenas. Isto foi o que os proprietários de terra no Brasil informaram possuir, até dezembro, no Cadastro Ambiental Rural (CAR). Mais precisamente, 11.091.061 hectares. A área equivale ao território da Bulgária. Ou de Cuba.Leia Mais…

Associação dos juízes vê ‘retrocesso de 200 anos’ com reforma

Na última fase da audiência pública que antecede a votação do projeto de lei da “reforma” trabalhista (PLC 38), encerrada às 19h20, magistrados e sindicalistas atacaram o texto do governo. Para o presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Guilherme Feliciano, o projeto contém várias inconstitucionalidades e deveria ser discutido durante mais tempo. “Sem isso, com o açodamento, o que teremos é um texto inconstitucional nas mãos de juízes, advogados e procuradores”, afirmou na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado. A CCJ votará o projeto nesta quarta-feira (28).Leia Mais…

Os pobres novamente sob suspeita

Em pleno início do século 21, a atual elite dirigente oferece cada vez mais ao conjunto da sociedade o passado como a verdadeira ponte para o futuro. Quem diria…

É traço característico da classe (dos criados) o pouco amor ao trabalho. Sempre que podem, furtam-se ao cumprimento de suas obrigações. Hoje em dia, porém, não valem eles nem o que comem nas casas dos patrões. (GIL, 1893) […] Cozinheiras e cozinheiros são bêbados e ladrões, copeiros são gatunos, denunciadores, criminosos vulgares, a criadagem feminina participa de todos os vícios e de todos os desequilíbrios. As queixas à polícia são constantes. (RIO, 1911). Leia Mais…

Das críticas à esquerda ao isentismo

Erros não faltam ao PT e a tantos outros partidos que ascenderam ao poder em algum momento. Mas nenhum deles pode ser pretexto para se aceitar um golpe

Há um argumento frequente nas redes sociais e nas conversas por aí, que embora falho, tem conquistado muitos adeptos. Diz-se, em linhas gerais, que o PT sabia quem era Temer e conhecia bem o PMDB e que, por isso, deve admitir que também errou, ou seja, aceitou correr riscos com essa aliança e, por conseguinte, justifica-se o golpe. Erros não faltam ao PT e a tantos outros partidos que ascenderam ao poder em algum momento da história. Mas nenhum deles pode ser pretexto para se aceitar um golpe. Leia Mais…