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Movimentos sociais dizem não ao aparelhamento político do Incra

09-03-incra_siteMovimentos sociais, funcionários do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra/SR13), realizaram na manhã desta quarta (09), com a participação do Sindicato dos Servidores Públicos no Estado de Mato Grosso (Sindsep-MT), manifestação de apoio à manutenção do servidor de carreira Giuseppe Serra Seca Vieira no cargo de superintendente regional e rechaçaram a nomeação de Valdir Mendes Barranco para o cargo.

Em dezembro de 2015, servidores comprometidos com a reforma agrária emitiram uma nota de apoio a Giuseppe em reconhecimento às medidas adotadas por ele para melhoria na prestação dos serviços em consonância à sua missão institucional, destacando a inédita composição do corpo dirigente da Superintendência Regional com predominância de servidores de carreira, ajustes realizados no âmbito administrativo e financeiro e sobretudo o empenho como gestor, na consecução dos objetivos institucionais com ênfase nas ações da reforma agrária, tais como a regularização dos territórios quilombolas, ações de aprimoramento no ordenamento fundiário e obtenção de áreas para assentamentos.

A nota, que contém 93 assinaturas de servidores, lembra do movimento grevista de junho de 2015, onde uma das principais reivindicações era a efetivação de um servidor da casa no cargo de superintendente e que a gestão nacional do Instituto dê continuidade nas mudanças que têm sido promovidas.

Para os movimentos sociais e o Sindsep-MT, esta tomada de posição se dá pelo entendimento de que somente um servidor de carreira, com conhecimento sobre o funcionamento do órgão, e que não responda a processos administrativos disciplinarese sob o qual não paire dúvidas sobre sua postura ética e técnica, poderá promover as mudanças necessárias em um autarquia com imagem desgastada junto à sociedade.

Carlos Alberto de Almeida, presidente do Sindsep, alerta para o risco desse tipo de pessoas apadrinhadas politicamente, pois eles não têm compromisso nenhum com a reforma agrária. “Eles vêm aqui a serviço do partido e esquecem de atender a população. Por isso não aceitamos indicações políticas e não adianta tentar nos impor goela abaixo”.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) enviou um ofício relatando o problema da SR/13 ao ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias de Souza, no qual revela preocupação e desânimo ao saberem da notícia de que o Ministro Chefe da Secretaria de Governo Ricardo Berzoini está determinado a fazer a substituição do superintendente do Incra/MT e mais desanimador ainda é saber que o nome proposto é o do Valdir Mendes Barranco, que já ocupou este mesmo cargo e não deixou nenhuma marca positiva, pelo contrário, participou de articulações duvidosas o que lhe rendeu processo no Ministério Público Federal (MPF) e é considerado um “ficha suja” pela Justiça Eleitoral, tanto que teve a sua candidatura cassada , não podendo assumir a vaga de deputado estadual.

Diz ainda o MST “que estão defendendo o nome do Barranco aqueles que não sabem fazer outra coisa a não ser mamar nas tetas do Estado, os deputados do toma lá dá cá, os grupinhos de amigos do “rei” e até mesmo empreiteiros e fazendeiros do agronegócio. Devemos nos perguntar qual o interesse desse pessoal que apoia o Valdir Barranco? O MST atua há mais de 20 anos em Mato Grosso e podemos dizer que os reais interesses não é fazer avançar a reforma agrária no Estado. A maioria destes nem conseguem saber os problemas agrários de Mato Grosso”, diz o movimento.

Outras entidades como o MLT, MTS, MTA, também dizem que irão tomar providências caso Barranco assuma a Superintendência do Incra, bloqueando rodovias e ocupando o órgão, parando literalmente o Estado por tempo indeterminado. “Não aceitamos o Valdir Barranco, nem Salvador Soltéro e nem o José Benildo. Essas pessoas são inúteis na reforma agrária, só acolhem latifundiários. Para os movimentos sociais não servem”, disse o coordenador do MLT, Jaciel Bueno.

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