home Política Servidores públicos federais de Mato Grosso também param na sexta

Servidores públicos federais de Mato Grosso também param na sexta

Respondendo às convocações das centrais sindicais, Frente Brasil Popular e da Frente Povo sem Medo para a Greve Geral desta sexta-feira, 28, o Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Estado de Mato Grosso (Sindsep-MT), realiza desde a semana passada assembleias com a categoria em seus respectivos órgãos para decidirem sobre a paralisação.

Com a adesão da maioria dos servidores, irão parar as atividades a Fundação Nacional da Saúde (Funasa), Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei/Cuiabá), Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Fundação Nacional do Índio (Funai), Ministério da Saúde, Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh/HUJM), Ministério da Fazenda, Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) e Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). A concentração dos servidores federais no dia 28 começará cedo nas portas dos órgãos e também estão sendo chamados a participarem do Ato Público, às 15h, na Praça Ipiranga.

A convocação para a Greve Geral se deve ao fato de que o governo ilegítimo de Michel Temer e a maioria do Congresso querem a retirada de direitos dos trabalhadores como é o caso das reformas da Previdência e trabalhista e contra a lei de terceirização irrestrita. Bancários, trabalhadores da Educação e do Transporte também aderiram à greve. Ontem a noite, em processo acelerado, a Câmara Federal aprovou por 296 votos favoráveis e 177 contrários o substitutivo de Rogério Marinho (PSDB-RN) ao Projeto de Lei 6787/16 que trata da Reforma Trabalhista e altera cerca de cem pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) inclusive o “negociado sobre o legislado” um dos pontos mais polêmicos. O projeto segue agora para análise do Senado.

O presidente do Sindsep-MT, Carlos Alberto de Almeida, disse estar satisfeito com a adesão dos servidores públicos federais, o que revela que a maioria está descontente com esse desgoverno que por sinal atingiu a pior marca de aprovação: 4%. Quanto a atuação dos parlamentares do Estado que estão contra os trabalhadores, Carlos Alberto disse que “eles não têm moral para estarem votando essas reformas pois não tiveram a coragem de encarar a população para um debate franco e aberto explicando os reais motivos que defendem as reformas que afetam tanto os trabalhadores” e acrescenta que os brasileiros devem sair às rua para dizer um NÃO às reformas que o governo ilegítimo tenta enfiar “goela abaixo.”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *