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Bancários: Greve já é a maior da história

A greve dos bancários começou forte em Mato Grosso. O primeiro dia do movimento, as agências de Cuiabá e Várzea Grande fecharam 100%. Foram mais de 150 unidades paralisadas. Em algumas bases sindicais como Sinop, Lucas do Rio Verde, Sorriso, Tangará, Cáceres e Alta Floresta atingiu 100% das agências dos bancos públicos. 

A greve da categoria bancária em todo o Brasil  foi considerada, neste primeiro dia, a maior da história.

Esta foi a resposta à proposta rebaixada da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), 7359 agências, centros administrativos, Central de Atendimento (CABB) e Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) tiveram as atividades paralisadas. Este número equivale a 31,25% do total de agências no Brasil, segundo dados do Banco Central.  Os números da adesão deste primeiro dia são 17,7% maiores do que os do primeiro dia do ano passado.

Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Mato Grosso (SEEB/MT) e um dos coordenadores do Comando Nacional dos Bancários, Clodoaldo Barbosa, só assim para os banqueiros sentirem o poder dos trabalhadores e numa atitude inédita já chamaram o Comando Nacional dos Bancários para uma nova negociação nesta terça (09.09), às 11 horas, em São Paulo. “Vamos reafirmar na mesa de negociação que só voltaremos ao trabalho com uma proposta justa que garanta ganho real e a certeza de melhores condições de trabalho”, afirma.

De acordo com Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT, o contato da Fenaban corou um dia exitoso da nossa greve. “Quando fizemos um balanço e tivemos a grande alegria em perceber que, num ano difícil, num cenário duro de instabilidade política, de crise, de negociação muito dura com a Fenaban, os bancários aderiram e tínhamos certeza de que isso ia de alguma maneira estimular a Fenaban a retomar o contato conosco para fazer a negociação. Isso se configurou. O Comando vai se reunir com eles no dia 9 e nossa expectativa é que a proposta seja revestida de decência. Que o banqueiro não queira reduzir nosso salário e que apresente condições objetivas para que a gente possa caminhar para a solução do nosso conflito, não penalizando a sociedade com a greve. Os bancários não gostam de greve, quem gosta de greve é o banqueiro.”

Desde a data da entrega da minuta de reivindicações dos bancários à Fenaban, no dia 9 de agosto, já ocorreram cinco rodadas de negociações e os banqueiros não apresentaram proposta decente aos trabalhadores. A proposta que a Fenaban apresentou no dia 29 de agosto foi de reajuste de 6,5% no salário, na PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3 mil. A oferta não cobre, sequer, a inflação do período, projetada em 9,57% para agosto deste ano e representa perdas de 2,8% para os bancários.

A greve nacional é a resposta da categoria à proposta desrespeitosa da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), apresentada no final de agosto, de reajuste de 6,5% no salário, na PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3 mil.

A oferta não cobre, sequer, a inflação do período, projetada em 9,57% para agosto deste ano e representa perdas de 2,8% para os bancários.

Principais reivindicações dos bancários

•             Reajuste salarial: reposição da inflação (9,57%) mais 5% de aumento real.

•             PLR: 3 salários mais R$8.317,90.

•             Piso: R$3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).

•             Vale alimentação no valor de R$880,00 ao mês (valor do salário mínimo).

•             Vale refeição no valor de R$880,00 ao mês.

•             13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$880,00 ao mês.

•             Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.

•             Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.

•             Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários.

•             Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

•             Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.

•             Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transsexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

Fonte: Com informações Contraf-CUT

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