home Sindicatos Geap: 600 mil vidas aguardam decisão sobre reajuste

Geap: 600 mil vidas aguardam decisão sobre reajuste

Infelizmente o governo interino continua pondo as cartas nas mesa de forma avassaladora e infeliz. Após uma guerra judicial, por meio de um mandato de segurança o Executivo conseguiu barrar o aumento de 20%, que era consenso entre os associados, e impôs os 37,5% de aumento da mensalidade do Geap Autogestão em Saúde, uma das mais importantes operadoras de planos de saúde do Brasil que agrega servidores públicos e atende mais de 600 mil vidas. As entidades que representam a maioria dos associados como a Condsef, Fenadados e CNTSS já tomaram providências para recorrer da decisão. 

Em favor dos servidores há o fato de que em diversos estados a Justiça já havia se posicionado de forma favorável ao pedido de anulação de reajuste com percentual muito acima do praticado pelo mercado e como há precedentes de entendimento nessa direção, as entidades devem se valer dessas decisões para questionar as liminares conseguidas pelo governo interino.

Metade dos assistidos pelo Geap está acima dos 50 anos e estão no grupo que mais tem dificuldades para arcar com o aumento que o governo quer impor e muitos estão abandonando o plano justo no momento em que mais estão precisando. Há uma desconfiança que o governo interino está pagando pelo golpe ou seja, fazendo o jogo das grandes empresas de plano de saúde particular. O próximo passo é o desmonte do SUS.

Servidores federais foram até ao Ministério do Planejamento cobrar uma audiência para discutir a atitude do governo interino que reivindica na Justiça a imposição de um aumento de 37,5%, considerado abusivo já que havia um consenso entre servidores e Conselho Administrativo (Conad) da Geap que reduzia o aumento para 20%. O grupo não foi recebido mas encaminhou  ofício cobrando agenda para tratar esse tema.  É importante assegurar o pagamento de valores justos e a segurança de assistência médica aos servidores e seus dependentes naturais.

Em um artigo publicado, o presidente da Fenadados, Carlos Gandola e a assistente social e doutoranda, Eliane Cruz se expressam desta forma: “A União argumenta, por exemplo, que a Geap, sob gestão dos beneficiários do plano, corre o risco de insolvência ou liquidação, o que significaria seu fim. Será razoável pensar que os assistidos estariam interessados na extinção da autogestão que intermedeia o atendimento à saúde de seus familiares há tantas décadas?”. A pergunta é colocada sobre o que eles afirmam ser a atuação do governo interino de Michel Temer pelo fim da Geap Saúde no país de forma lamentável. (Com Condsef)

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