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Nenhum direito a menos, nenhum passo atrás!

Servidores públicos federais pressionam pela aprovação no Senado, do acordo firmado ano passado. Caiado quer suspender.

Causou preocupação a fala do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), de que o aumento salarial do funcionalismo público deve ser suspensos até que se consiga reverter o quadro crescente de desemprego no país. Para quem não conhece, Caiado é uma das figuras mais reacionárias do Congresso e que há décadas domina o estado de Goiás. Fundou a União Democrática Ruralista (UDR) com o propósito de barrar a reforma agrária, tornando-se uma das maiores organizações criminosas e tem em sua conta um número assustador de assassinatos. A Comissão Pastoral da Terra (CPT) registrou a ocorrência de 36 mortes violentas no campo em 2014 e 50 em 2015, todas relacionadas com conflitos no campo. Nesse período (2015), havia 1.217 conflitos relacionados à terra no país. Grande parte deles se dá no cerrado, área maior de atuação da UDR. 

Voltando ao assunto do reajuste de salário, servidores voltaram a cobrar dos senadores a votação com urgência projetos que alcançam mais de 90% da categoria e que fazem parte do acordo firmado em negociação tensa (em média 10,8%, dividido em dois anos –  ago/16 e jan/17) ainda no governo Dilma Rousseff.  O acordo também altera regra da média da gratificação para fins de aposentadoria que será escalonada em três etapas entre 2017 e 2019, tudo já previstos no orçamento anual. Renan Calheiros, presidente do senado, ao contrário de Caiado, declarou que o reajuste está garantido, mas causa certo receio quando o mesmo disse que tomará medidas impopulares para que o Brasil volte a crescer, como se o achatamento de salário fosse o grande vilão da incompetência dos gestores.

Não são investimentos públicos, nem a previdência social os vilões do orçamento. O Brasil perde muitas possibilidades de investir de fato em políticas públicas eficientes porque há gargalos que fazem com que nossos recursos sejam transferidos para poucos que lucram com a política de pagamento de juros e amortizações de uma misteriosa dívida pública. Essa caixa preta precisa ser aberta. Além disso, vale lembrar que no ano passado deixamos de arrecadar quase R$500 bilhões com outro problema que precisa ser atacado: a sonegação fiscal.

Não podemos permitir que a sociedade encare o servidor como criminoso de um cenário onde o que falta é investimento para garantir serviços de qualidade a uma população que paga impostos que o Estado tem a obrigação de assegurar. Por isso, o Sindsep-MT e a Condsef seguem ao lado de toda a classe trabalhadora nessa luta. Pela Previdência, pelo SUS, pela Cultura, pela soberania de empresas públicas, por educação, saúde, transporte, segurança, agricultura, pelo direito a uma aposentadoria digna e por todos os serviços essenciais à população. Nenhum direito a menos, nenhum passo atrás. (Com Condsef)

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