home Sindicatos Profissionais da educação de Várzea Grande decide pelo retorno à greve

Profissionais da educação de Várzea Grande decide pelo retorno à greve

Estiveram reunidos hoje, quinta (10/03), os profissionais da educação da Rede Municipal de Ensino de Várzea Grande para deliberar sobre o indicativo de greve na rede de ensino. A decisão quase que por unanimidade foi a de retomar a greve suspensa em agosto de 2015, após acordo no Tribunal de Justiça, em que administração de Várzea Grande se comprometeu atender as reivindicações da categoria em vários pontos. 

Duas comissões de trabalho foram criadas, mas não  houve resultado final dos trabalhos. Desde o final do ano passado, a direção da subsede vem alertando o poder público municipal acerca da falta de encaminhamento das questões, o que poderia redundar na retomada da greve, o que acabou acontecendo.

Segundo o presidente do Sintep VG, Gilmar Soares Ferreira, a categoria reivindica que três pontos do acordado em agosto de 2015 sejam atendidos de forma imediata, uma vez que os prazos para encaminhamento das questões já ultrapassam 200 dias, quando eram 180 dias para encaminhamento dos mesmos.

Os três pontos de Pauta reivindicados pela categoria são:

1)Revisão e atualização do enquadramento com imediata correção dos valores salariais conforme formação e tempo de serviço; 2) Revisão do PCCS e questões pendentes no mesmo como a revisão das  tabelas salariais do cargo TSAE e instituição na carreira das tabelas salariais dos técnicos Não-Profissionalizados e, 3) Aprovação em lei do índice de atualização do piso na carreira, com vigência a partir de maio, resguardando a retroatividade a janeiro de 2016.

De acordo com o presidente do Sintep VG estes pontos, não desconsideram todos os outros, que a categoria pacientemente tem aguardado os encaminhamentos por parte da administração.

A assembleia geral também reivindica da administração a suspensão do Processo Seletivo para contratação temporária, uma vez que já iniciamos o ano letivo com contratação de pessoal, que inclusive tiveram pesados ônus para a certificação de documentos. A Categoria considera que o processo seletivo vem acompanhado de pontos que ainda não estão claros como: qual é o objetivo de realizar o mesmo quando já temos efetivadas as contratações? Os aprovados no processo serão chamados em que período? Os contratos já realizados serão interrompidos?

Tendo em vista as muitas dúvidas suscitadas na categoria, a assembleia geral deliberou por encaminhar consulta ao Ministério Público para averiguar a legalidade da realização do mesmo, quando o município possui alto índice de contratos temporários e o mesmo não cumpriu o acordo de realizar concurso público.

Mobilização

Na sexta-feira (11/03) haverá ato público com panfletagem no Terminal André Maggi, com o intuito de informar a população o porque do retorno à greve.

Na segunda (14/03), haverá entrega de panfletos nas unidades escolares, para informar aos pais sobre a falta de iniciativa da administração atual em resolver os problemas já pautados em outras greves.

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