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Sintep-MT contesta acusação da Seduc-MT

O Sintep-MT vem a público se manifestar contra as acusações feitas pela Seduc-MT ao divulgar, na mídia estadual, que profissionais da Educação boicotam o início do ano letivo ao não iniciarem às aulas da rede estadual, nesta segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016.

A falta de planejamento e o retrocesso implementado pelo órgão central se apresentam em várias unidades escolares. Em alguns municípios, entre eles os quatro maiores do Estado (Rondonópolis, Várzea Grande, Sinop, Cuiabá), as aulas não começaram ou foram parcialmente iniciadas, porque além da ausência de profissionais, faltam salas de aulas e até mesmo carteiras para receber os estudantes. 

A aplicação da metodologia equivocada na atribuição dos profissionais, por parte da Seduc-MT, revela o retrocesso e a centralização, já conhecidos pelos educadores. Essa prática somada a falta de planejamento, em 2015, são as reais responsáveis pela situação caótica vivenciada nesse 15 de fevereiro nas unidades da rede estadual.

O processo de “atribuição simplificada” foi apenas para a Seduc-MT.  Uma metodologia complicada desde a origem, com a contagem de pontos virtual e depois a confirmação nas assessorias pedagógicas, promoveu essa conturbação nas unidades escolares.

Entre as novas práticas (Portaria 036/2016) está a escolha dos coordenadores pedagógicos. Até segunda-feira (15.02), muitas escolas ainda não definiram o coordenador pedagógico. Como iniciar as aulas sem este profissional que é responsável por toda a organização do processo pedagógico da escola? A ação do Governo retrocede com o que era prática na escola, com a coordenação eleita entre os professores da unidade escolar.

As inovações da Seduc-MT centralizou o processo de organização do ano letivo nas Assessorias Pedagógicas, pulverizando os educadores em várias escolas, enquanto tenta implementar uma ideia de ‘pseudo democratização’. Pois, a lógica dada de tratamento igual não respeita as diferentes condições entre profissionais e escolas.

Para o presidente do Sintep-MT, as aulas na rede estadual não começaram na data prevista não por boicote, como aponta os gestores da Seduc-MT, mas por falta de organização e planejamento do Governo, que não fez o dever de casa em 2015.  “A responsabilidade pelo atraso foi a própria inoperância da Seduc que deixou as escolas sem as condições necessárias para o funcionamento”, destaca Henrique Lopes do Nascimento.

A situação vista na data de abertura do ano letivo foi por falta de trabalhadores da educação, que atuam na alimentação e infraestrutura escolar, professores, e até mesmo de recursos para os pequenos reparos.

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A Direção

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