Em Jornada Nacional de lutas, MST ocupa fazenda de ministro Blairo Maggi

Movimento denuncia práticas de corrupção do Ministro da Agricultura em favor próprio e do agronegócio

Como parte da Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária, cerca de 1000 famílias de todos os estados da região centro-oeste e Distrito Federal ocuparam, nesta madrugada (25), a fazenda do ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), localizada em Rondonópolis, a 210 quilômetros da capital Cuiabá.

Conhecido como “Rei da Soja”, Maggi é dono de um grande império econômico, o grupo Amaggi, e envolvido em conjunto de denúncias de uso das legislaturas, como o de senador, para legislar em causa própria e para o fortalecimento das empresas de agronegócio. No ano de 2006 o Greenpeace lhe concedeu o prêmio Motosserra do ano, por elevados danos ao meio ambiente. Blairo também estava envolvido em eventos ainda não esclarecidos como a interceptação pela Força Área Brasileira (FAB) de uma aviação que transportava 500 quilos de cocaína. Segundo a FAB, a aeronave decolou da Fazenda Itamarati Norte, localizada no município de Campo Novo do Pareceis (MT). A fazenda pertence ao grupo Maggi.Leia Mais…

O aumento da violência no campo tem a cara do golpe

O relatório  “Conflitos no Campo Brasil 2016” da CPT traz índices recordes e ainda mais preocupantes: aumentaram todos os tipos de conflito (maiores números dos últimos 10 anos, o de terra maior em 32 anos de documentação) e todas as formas de violência no campo em relação a 2015. Os assassinatos tiveram um aumento de 22%, menor índice de aumento em 2016, mas o maior número desde 2003. As agressões tiveram o maior índice de aumento: 206% Leia Mais…

Agronegócio não é agricultura!

19-04-QUEIMADASVejam o Blairo Maggi falando com “toda a convicção” que todos podem, sem receio de colocar em risco a sua saúde, consumir os produtos do agronegócio: “carnes, grãos, algodão…”. Assim a mentira norteia a prática e a “ética” dos agronegociantes. Há mais de vinte anos minha esposa, Doroti Alice, questionava os agricultores do Sindicato dos Agricultores Rurais do município de Presidente Figueiredo (AM) que se diziam produtores rurais: “Vocês não são produtores rurais, vocês são agricultores”.Leia Mais…

Lucinéia Freitas: “A liberação de venda de grandes terras para estrangeiros é uma afronta a nossa soberania”

 

No dia 8 de março, mulheres de todo o país foram às ruas chamar a atenção para a discriminação de gênero. Era mais um dia de luta para as camponesas. Elas não querem apenas flores. Querem uma sociedade mais justa para com elas. Continuam ganhando menos que os homens, sofrem 4 espancamentos por minuto, a grande maioria é responsável pela criação de filhos e filhas, morrem por causa de abortos clandestinos e são consideradas culpadas pelos estupros que sofrem e são usadas como mercadoria sexual.

Longe de serem recatadas e do lar, as mulheres do campo lutam contra a pobreza, violência e agora mais, lutam para que não sejam impedidas de se aposentarem por este governo golpista. Logo após a marcha realizada no dia 8 deste mês pelas ruas de Cuiabá, com sol a pino, ainda sobrou forças para uma longa mas produtiva conversa com Lucinéia Freitas, a Lú, da coordenação estadual do MST.

Guerreira, com fortes convicções políticas, assim como tantas outras camponesas. Nenhum direito a menos!
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Livres de impostos, agrotóxicos seguem causando câncer, malformações e mortes

Em audiência pública, especialistas apontam perigos de agroquímicos permitidos no Braisl e já banidos em outros países

 

Apesar dos números cada vez maiores de casos de câncer em regiões rurais e urbanas próximas a áreas agrícolas com larga utilização de agrotóxicos, inclusive entre crianças, o país que mantém políticas de incentivo aos agroquímicos com isenção de impostos e leis frouxas ainda inova ao permitir a pulverização aérea de venenos.  Leia Mais…

Impeachment: a pauta oculta

4x5 original

Pré-Sal para petroleiras globais. Fim da demarcação indígena. “Direito” ao armamento pessoal. Veto à família homoafetiva e muito mais. Que projetos escondem-se atrás da suposta “luta contra corrupção”

Por Cristina Fróes de Borja ReisTatiana BerringerMaria Caramez Carlotto | Imagem: Edward Biberman, Conspiração (1955)

A condução coercitiva do ex-presidente Lula em 4 de março foi, até o momento, o episódio mais grave da atual crise econômica e política no Brasil. A crise nos coloca diante de uma ameaça, diretamente ligada à correlação de forças existente na sociedade: os interesses do grande capital financeiro, há muito questionados, podem retomar completamente o controle do jogo. Leia Mais…

De cheiro

Desde a divisão territorial em 1977, Senado é terra infértil pra mato-grossenses. Foi assim com Gastão Müller, Vicente Vuolo, Benedito Canellas, Louremberg Rocha, Júlio Campos, Carlos Bezerra, Serys Slhessarenko, Gilberto Goellner, Antero Paes de Barros e Jayme Campos, que não se reelegeram, perderam a eleição para outros cargos imediatamente após cumprir seus mandatos ou se afastaram da vida pública. Além deles, Roberto Campos trocou Mato Grosso pelo Rio. Somente três senadores conseguiram a proeza de não ser engolidos: Márcio Lacerda, que foi vice na chapa ao governo encabeçada por Dante de Oliveira; Jonas Pinheiro, que se reelegeu em 2002 graças ao esquema montado para moer Dante de Oliveira; e Pedro Taques, que chegou ao governo não por seu desempenho parlamentar, mas por sinalizar perspectiva de mudança.  Leia Mais…

“A sociedade terá de mudar, porque é ela quem autoriza, hoje, a barbárie policial”

“Nas PMs, tende a prosperar a ideia do inimigo interno, não raro projetada sobre a imagem estigmatizada do jovem pobre e negro”, diz Luiz Eduardo Soares

Por Viviane Tavares, da EPSJV/Fiocruz

 

Luiz Eduardo Soares
Luiz Eduardo Soares

 

A desmilitarização da polícia, uma das bandeiras das jornadas de junho, sempre foi uma das principais de Luiz Eduardo Soares, especialista em segurança pública, professor da UERJ e antropólogo. Nesta entrevista, o autor de mais de 20 livros, entre eles Tudo ou Nada, Elite da Tropa e Cabeça de Porco, explica o motivo de sua defesa, e aponta que este é apenas o primeiro passo para o caminho árduo de construção de uma sociedade “efetivamente democrática e comprometida com o respeito aos direitos humanos”. Luiz Eduardo foi um dos principais elaboradores da PEC-51 – recentemente apresentada pelo senador Lindbergh Farias (PT/RJ) – que visa, segundo ele, reformar o modelo policial.  Leia Mais…